quinta-feira, 18 de novembro de 2010

... sou...


Sou por vezes doçura
Frágil como um raio de luar
Onde não há amargura
Nem penas para chorar

Sou aquela que tudo entrega
Ás ondas do meu mar
E que por amor sossega
Sem querer despertar

Sou uma onda no mar
Um capricho do vento
Um desejo de amar
Um louco pensamento

Sou um fogo acesso
Um desejo ardente
Um anjo caído
O passado e o presente

Sou fonte de alegria
Que nasce de uma ferida
Uma rocha fria
Que chora escondida

Sou também a tristeza
Uma lágrima de ternura
Uma carta sobre a mesa
A inimiga da amargura

Sou alma iluminada
Um coração a bater
Sou tudo e não sou nada
Sou apenas uma mulher!

Alma

domingo, 14 de novembro de 2010

... mar de nostalgia...

Atravesso um mar de Nostalgia
Por onde navegam pensamentos loucos
Há tantas perguntas...
E há um caos de busca de respostas
Ficar á espera é inútil...
Todas... todas, mas levou a Vida...
Resisto nas noites frias
Meu ventre órfão das tuas mãos
Minha almofada encharcada de recordações.
Que não s quebre esta ponte
Que com tanto amor construímos
Aquela que me permite atravessar casa noite fria
A distância não perdoa...
A distância só nos desafia...
E que se perde a minha pobre alma
Num mar imenso de incertezas.

Alma

sábado, 13 de novembro de 2010

... melodias...

Melodias de felicidade humana,
Redemoinhos de música, sinfonias...
Almas que pairam
Corpos que brilham
No movimento... no toque...
Aderir como membro,
Numa linguagem de notas suaves,
Rumba, tango, valsa...
Bonitos adágios,
Acordes de arte,
Magicamente escritos nos rostos.
De olhos fechados por um segundo
Desenham-se meras ilusões
Num momento intemporal e poderoso

Alma

... aceito...

Aceito o que me deres
Por seres apenas tu...
Por ser apenas teu...
A minha doença tem um nome
E o teu corpo é meu vicio
Algo que me dá prazer
Mas não presta...
Não! Não quero combater.
Apenas repousar no teu colo
Para que sintas a minha pulsação
Sim! Aceito-te.
Mas nunca te darei o prazer
de partilhar as minhas pequenas mortes.

Alma


... poesia...

De mansinho...
Arrombaste as portas da minha poesia
Foi tarde demais quando me apercebi
Que passeavas por todos os meus cantos
Mesmo aqueles que percorreste distraído...

Alma